O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião. (Thomas Hobbes)
TEXTOS REFLEXIVOS QUE VERSAM SOBRE A DIFERENÇA EXISTENTE ENTRE CULTURA RELIGIOSA E RELIGIÃO.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Milagres, preconceitos e negócios
Desde a primeira Constituição republicana, promulgada em 1891, o Brasil
é um Estado laico. Ou seja, é uma nação oficialmente neutra em relação
às questões religiosas, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião.
Ao contrário do que muitos afirmam, reivindicar o cumprimento da
laicidade estatal não é uma causa apenas de ateus e agnósticos. Vários
religiosos também pleiteiam o Estado laico. Em seu livro Leviatã,
o filósofo britânico Thomas Hobbes apontava que algumas afirmações de
Jesus Cristo como “O meu reino não é deste mundo” e “Dai a César o que é
de César e a Deus o que é Deus” traziam, explicitamente, a ideia de que
assuntos religiosos não devem se misturar com a esfera pública. Ou
seja, o próprio Messias, segundo o filósofo, defendia a separação entre
Estado e igreja.
De acordo com a publicação A Sentinela, ligada às Testemunhas
de Jeová, os cristãos verdadeiros devem seguir o exemplo de Jesus, que
não se envolvia com política. Para dom Dimas Lara Barbosa,
secretário-geral da CNBB, “a separação entre igreja e Estado,
conquistada, no Brasil, com a proclamação da República, significou, para
ambos, um ganho enorme em termos de autonomia e liberdade de ação”.
Portanto, o Estado laico é uma aspiração dos cidadãos de bom senso,
independente de convicções religiosas.
Entretanto, quando emissoras de televisão, que são concessões públicas,
são utilizadas para promover determinados pastores evangélicos e suas
igrejas, devemos nos preocupar. De acordo com uma reportagem de Paula
Adamo Idoeta, publicada no site BBC Brasil, as igrejas evangélicas
“adquirem cerca de 130 horas semanais nas grades de algumas das
principais emissoras de TV abertas do país”.
Pastor lançou um cartão de crédito
O primeiro líder religioso que percebeu a importância da televisão para
aumentar o número de fiéis foi Edir Macedo, fundador da Igreja
Universal do Reino de Deus. No fim da década de 1980, ele adquiriu a
concessão da Rede Record e, desde então, tem utilizado seu veículo de
comunicação para divulgar a sua crença religiosa e atacar os seus
desafetos. Nos cultos televisivos da Igreja Universal, muitos féis
relatam que, após “encontrar Jesus”, abandonaram o vício em drogas,
deixaram o mundo do crime e prosperaram em seus negócios. Porém, a
questão torna-se extremamente controversa quando os pastores da igreja
de Edir Macedo afirmam ser capazes de exorcizar demônios ou curar
doenças crônicas.
Já Silas Malafaia, líder daAssembleia de Deus – Vitória em Cristo,é
conhecido pelos gritos histéricos em suas pregações e por sua obsessão
em atacar os homossexuais. Em um discurso contra o casamento
homoafetivo, Malafaia chegou a comparar a homossexualidade à zoofilia e
necrofilia. “Vamos colocar na lei tudo o que se imaginar. Quem tem
relação com cachorro, vamos botar na lei. Eu vou apelar aqui. É um
comportamento, vamos aceitar. Quem tem relação com cadáver, é um
comportamento, vamos botar na lei”, disse o pastor sobre a legalização
da união entre pessoas do mesmo sexo.
Por sua vez, R. R. Soares,fundador da Igreja Internacional da Graça de
Deus, tem se mostrado um excelente homem de negócios. Conforme
mencionado em uma reportagem do Estado de S.Paulo, o líder
religioso é “dono de um patrimônio milionário que inclui, entre outros
bens, gráficas, gravadoras, distribuidoras e emissoras de rádio e TV”.
Em seu programa Show da Fé, R. R. Soares vende livros,
revistas, CDs, DVDs e pacotes de TV por assinatura. Em consonância com o
capitalismo financeiro, o pastor lançou recentemente um cartão de
crédito. Não obstante, o fiel da Igreja Internacional da Graça de Deus
pode pagar o seu dízimo via boleto bancário. Qualquer semelhança com Tim
Tones, personagem de Chico Anysio, não é mera coincidência.
Seria cômico se não fosse trágico
Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, é o pastor
evangélico que mais tem se destacado atualmente. “Parte do encanto de
Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si,
contando histórias mirabolantes”, escreveram Mariana Sanches e Ricardo
Mendonça na revista Época. Entre as grandes proezas do líder religioso, relatadas no livroO grande livramento,
estão resistir à queda do oitavo andar de uma obra, sobreviver a um
naufrágio, esquivar-se de uma tentativa de homicídio(os “matadores
profissionais” erraram os cinco tiros) e sair ileso da explosão de uma
mina terrestre.
Como não poderia deixar de ser, Valdemiro já curou paraplégicos,
leprosos, aidéticos, tuberculosos, hansenianos, cegos, surdos e
portadores de câncer. No entanto, o milagre mais espetacular foi
relatado pelo pastor em uma entrevista concedida em 2009 à publicação
evangélica Eclésia: “Uma das histórias que mais me
impressionaram foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele
estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha
dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: ‘Se o senhor disser
que ele está vivo, ele viverá.’ O que houve ali foi pela fé dela.
Comovido, respondi: ‘Então, está vivo.’ Quando ela voltou para casa,
estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o
homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não
conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma
ressurreição”, afirmou Valdemiro.
Diante dessa realidade, uma pergunta se torna inevitável: curar
leprosos, fazer paraplégico andar, cego enxergar e ressuscitar mortos
não lembra um famoso personagem monoteísta? Desde que o filho de um
carpinteiro e de uma virgem caminhou sobre as águas na região da antiga
Galileia, há quase dois mil anos, nunca se registram tantos milagres
quanto os realizados pelos pastores evangélicos no Brasil neste início
de século 21. Seria cômico se não fosse trágico.
[Francisco Fernandes Ladeira é especialista em Ciências Humanas, Brasil:
Estado e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e
professor de História e Geografia em Barbacena, MG]
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A luta perdida contra o Sistema
Existem pessoas que acreditam no impossível: que vencerão um Sistema Religioso! Revoltam-se, criam movimentos mil. Tempos depois ficam cansadas e tudo cai no esquecimento. Alguns logram um êxito indireto e formam uma nova agremiação, que no futuro se transformará num Sistema Religioso, que será combatido por alguém, que por seu turno, perderá a demanda.
Não é preciso ser gênio para saber que lutar contra o Sistema é luta fadada ao fracasso. Todas as agremiações de fé estão unidadas em torno de um objetivo comum, que é a preservação do status. O que se insurgir contra isso, estando certo ou errado, haverá de sucumbir.
Lutar contra um Sistema, desde que ele esteja pervertido, serve para algo maior, mas no "campo da moral". Serve para deixar registrado que mesmo fadado ao fracasso, o derrotado prefere o banimento à falta de decoro.
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ateus e agnósticos, esses seres esquisitos
Depois de um breve período matriculada em uma escola laica,
minha filha, aos 6 anos, sentou-se à mesa e começou a cantarolar:
“Meu
lanchinho todo dia vou tomar para o Papai do Céu triste não ficar…”. A
música deveria estar vindo da escola, perguntei se era o que cantavam
para lanchar. Ela afirmou que sim, estava contente porque havia
conseguido decorar; as outras crianças matriculadas desde a pré-escola
já sabiam a letra toda.
Perguntei quem ela achava que era o Papai do Céu.
– Ah mãe, é um senhor grandão que fica lá no Céu espiando se a gente faz tudo direitinho aqui embaixo na Terra.
Tremi nas bases, era tudo o que eu não ensinara e não recomendo que
se ensine às crianças. Ser temente a um Ser Supremo Imaginário é um
caminho para a abertura do núcleo psicótico de qualquer humano em fase
de desenvolvimento infantil.
Recomendo a leitura completa: SUL21.
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Sobre a ilusão e a religião...
"Dizemos
a nós próprios que seria realmente muito bonito se houvesse um Deus,
criador do mundo e Providência bondosa, se houvesse uma ordem moral
universal e uma vida no além, mas é muito estranho que tudo isso seja da
maneira como temos de desejar que seja." (Sigmund Freud, O futuro de uma ilusão)
sábado, 21 de janeiro de 2012
Jesus nasceu em junho?
Para alguns, o Natal é uma época qualquer do ano. Para outros marca a celebração máxima do cristianismo. Interpretações à parte, todos nós aprendemos, seja na escola ou na família, que Jesus nasceu em 25 dezembro. No entanto, uma pesquisa realizada pelo astrônomo australiano Dave Reneke, sugere que Jesus não nasceu em dezembro e sim em 17 de junho.
O estudo de Reneke, diretor da conceituada revista Sky and Telescope e diretor do Observatório de Port Macquarie, se baseia na informação contida no Evangelho de Mateus, que descreve o surgimento de "estrela" como sinal do nascimento de Jesus.
Utilizando um moderno programa de computador capaz de reproduzir o céu há milhares de anos, Reneke concluiu que a "Estrela de Natal", que segundo a Bíblia teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, era na realidade a conjunção espetacular entre Júpiter e Vênus, ocorrida dois anos e seis meses antes.
Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre a data exata em que Cristo nasceu, sendo geralmente estimada entre 3 aC (3 anos antes) e 1 dC (1 ano depois).
Alinhamento
"Júpiter e Vênus chegaram muito perto, refletindo muita luz. Naturalmente não se pode afirmar com total certeza que esta era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até o presente momento esta é a explicação mais aceitável que já vi sobre isso", disse Reneke em entrevista à BBC Brasil.
O alinhamento a que o astrônomo se refere é similar ao ocorrido no início de dezembro, quando Júpiter e Vênus ficaram muito próximos, com a diferença que em 17 de junho de 2 aC os planetas estavam tão juntos que parecia um único objeto. "A astronomia é uma ciência muito precisa. Através de cálculos é possível apontar exatamente onde estavam os objetos no céu e existe uma grande possibilidade que esta conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus".
Outras teorias especulam sobre a Estrela de Belém ser um cometa ou uma supernova, causada pela explosão de uma estrela, mas até hoje não foram devidamente comprovadas.
Sem Polêmicas
De acordo com Reneke, sua pesquisa não deve ser vista como uma tentativa de contestação religiosa. "É apenas uma pesquisa astronômica. Quando misturamos ciência e religião sempre haverá a chance de irritar ou magoar as pessoas. Neste caso, o resultado pode até servir para reforçar a fé, uma vez que mostra que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo".
Antes dos estudos de Reneke, muitos teólogos também contestaram a data atribuída ao nascimento de Jesus. Isso porque o Novo Testamento diz que quando Cristo veio ao mundo, os pastores cuidavam de seus rebanhos à noite e ao ar livre. Segundo os teólogos isso seria inviável em dezembro, uma vez que o inverno israelense é muito rigoroso.
Nota do Apolo11: Este não é um artigo religioso, mas científico, onde um pesquisador tenta correlacionar uma data conhecida a um evento astronômico. As palavras que possam representar citações religiosas são necessárias dentro do contexto histórico a que se refere o artigo.
O estudo de Reneke, diretor da conceituada revista Sky and Telescope e diretor do Observatório de Port Macquarie, se baseia na informação contida no Evangelho de Mateus, que descreve o surgimento de "estrela" como sinal do nascimento de Jesus.
Utilizando um moderno programa de computador capaz de reproduzir o céu há milhares de anos, Reneke concluiu que a "Estrela de Natal", que segundo a Bíblia teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, era na realidade a conjunção espetacular entre Júpiter e Vênus, ocorrida dois anos e seis meses antes.
Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre a data exata em que Cristo nasceu, sendo geralmente estimada entre 3 aC (3 anos antes) e 1 dC (1 ano depois).
Alinhamento
"Júpiter e Vênus chegaram muito perto, refletindo muita luz. Naturalmente não se pode afirmar com total certeza que esta era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até o presente momento esta é a explicação mais aceitável que já vi sobre isso", disse Reneke em entrevista à BBC Brasil.
O alinhamento a que o astrônomo se refere é similar ao ocorrido no início de dezembro, quando Júpiter e Vênus ficaram muito próximos, com a diferença que em 17 de junho de 2 aC os planetas estavam tão juntos que parecia um único objeto. "A astronomia é uma ciência muito precisa. Através de cálculos é possível apontar exatamente onde estavam os objetos no céu e existe uma grande possibilidade que esta conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus".
Outras teorias especulam sobre a Estrela de Belém ser um cometa ou uma supernova, causada pela explosão de uma estrela, mas até hoje não foram devidamente comprovadas.
Sem Polêmicas
De acordo com Reneke, sua pesquisa não deve ser vista como uma tentativa de contestação religiosa. "É apenas uma pesquisa astronômica. Quando misturamos ciência e religião sempre haverá a chance de irritar ou magoar as pessoas. Neste caso, o resultado pode até servir para reforçar a fé, uma vez que mostra que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo".
Antes dos estudos de Reneke, muitos teólogos também contestaram a data atribuída ao nascimento de Jesus. Isso porque o Novo Testamento diz que quando Cristo veio ao mundo, os pastores cuidavam de seus rebanhos à noite e ao ar livre. Segundo os teólogos isso seria inviável em dezembro, uma vez que o inverno israelense é muito rigoroso.
Nota do Apolo11: Este não é um artigo religioso, mas científico, onde um pesquisador tenta correlacionar uma data conhecida a um evento astronômico. As palavras que possam representar citações religiosas são necessárias dentro do contexto histórico a que se refere o artigo.
(APOLO11)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Jesus Cristo nunca existiu?
La Sagesse
“Existe uma chave para a liberdade: Pense! Se quiseres ser um cordeiro, seja feita a tua vontade. Não reclames, entretanto, quando fores servido em nosso grande Sabbath!”Um “bem velho” dito pagão, do século XX
Prefácio
Tenho a satisfação de recomendar ao público a presente obra, escrita
sob o título “Jesus Cristo Nunca Existiu”, de La Sagesse, em cujo
conteúdo o autor revela o seu pensamento de modo fiel e sem reticências a
respeito de tão delicado assunto. Embora seja este o seu primeiro
trabalho publicado, o autor revela-se um escritor em potencial, de quem
muito ainda se pode esperar. Diante da necessidade sempre crescente da
verdade, encetou a presente obra para doar à humanidade a sua
contribuição de natureza cultural, querendo apenas cumprir o seu dever
de informar, perante si próprio e perante os homens.
Aos oportunistas pouco importa se sob a palavra sonora se oculta a
hipocrisia e a mentira. Contudo, para os espíritos puros e corajosos,
para os quais os interesses particulares não devem sobrepor-se aos
anseios do povo, mister se faz que a verdade surja em toda a sua
plenitude, deitando por terra toda a fraude e mistificação. Este é um
livro corajoso, concebido sem a preocupação de agradar ou desagradar,
não importando se suscetibilidades são feridas pelo que aqui está
exposto. O seu intuito é exclusivamente patentear as provas inequívocas
de falsificação e mistificação, as quais foram impostas aos homens a
ferro e fogo, durante séculos.
No decurso da obra, são reveladas todas as ideias da Igreja como
realmente são: a mais pútrida e falsa amoedação que pode haver, capaz de
desprezar a natureza e os valores naturais. Constituiu-se a Igreja em
verdadeiro parasita do homem crente, a verdadeira tarântula através da
qual o clero que se constitui em uma minoria privilegiada vem sugando e
envenenando sem parar o sangue e a vida daqueles que, iludidos por
falsas promessas, mantêm os olhos fechados para a realidade da vida e
das coisas.
Leia mais em ateusnet.
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