TEXTOS REFLEXIVOS QUE VERSAM SOBRE A DIFERENÇA EXISTENTE ENTRE CULTURA RELIGIOSA E RELIGIÃO.
segunda-feira, 10 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Reflexões de um agnóstico sincero...
O texto abaixo foi extraído do meu mural no Facebook. Em resposta a um "amigo virtual" que sugeriu algo com que não concordo: que o agnóstico (ele generalizou) é um angustiado. Respondi de "uma canetada só". Sendo bem sincero, não querendo ofender ninguém. Apenas suplicando algo: que as pessoas não vejam as outras como se estivessem diante de um espelho. Claro que eu me senti no direito de tecer comentários acerca da cultura religiosa dele. Quem fala, tem que estar preparado para ouvir. Não estou generalizando. Apenas me dirijo a pessoas que não conseguem entender que existem outras que são normais, mesmo pensando de forma diverente.
Eis:
Sou
agnóstico, vim de um lar adventista de tradição (com eu + dois irmãos
formados em Teologia no SALT/IAE). Para ser sincero não tenho angústia
não.
Acabou a desconfiança que eu sempre tive: será que nasci, como loteria, no lugar certo? Ou será que Deus gosta tanto de mim que me colocou no lugar certo enquanto bilhões não estão?
Sabe por que você não experimentou outra religião? Porque nasceu no contexto cristão.
Caso tivesse nascido e criado num outro contexto é bem provável que considerasse o cristianismo sem sentido, assim como muitos cristãos consideram as demais religiões sem sentido.
Não conheço uma pessoa que seja religiosa de verdade. Que tenha desbravado o mundo da fé, conhecido todas por inteiro e depois escolhido uma.
Você é fruto único do contexto cristão. Não é um religioso. É uma pessoa com uma cultura religiosa cristã muito forte. Também fui assim, mas tive coragem de dar um passo à frente...
Jesus é para você o ser que lhe colocaram na frente e ensinaram a enxergar. Fosse Buda, você seria um budista com argumentos poderosos ...
Tenho certeza que se você percorrer, com coragem e honestidade, o caminho que eu percorri, seus conceitos serão outros.
Faz tempo que deixei de considerar como válida a opinião das pessoas que só possuem uma versão de algum contexto filosófico, teológico, evolucionista...
Isso vale para teísta e ateísta.
Não pense que quero ser ofensivo. Estou apenas sendo sincero. Disse tudo isso para mim mesmo pois vi que meu ponto de vista era sofrível. Não passava de um samba de uma nota só.
Nem adianta dizer que a visão que você tem é diferente, especial, iluminada, única, mágica e oriunda da "verdade verdadeira"...
Já pensei assim também. Eu me considerava um grande felizardo, estudioso primoroso, nota A em Grego, Hebraico, Latim, Teologia Sistemática e quetais. (orava muito, vivia à luz da Justificação pela Fé). Nem adianta dizer que "não experimentei de verdade". Já ouvi isso demais. Inclusive de pessoas que hoje pensam como eu (antes não pensavam, deram um passo à frente e mudaram).
AFIRMO, POIS VIVI ISSO: todos os que percorreram o caminho que percorri mudaram de opinião. Não mudaram de caráter. Não apostataram. Apenas enxergaram o que saltava aos olhos, mas que era obliterado pela visão obtusa e única.
Tudo o que aprendi era dirigido. Mostraram para mim apenas o que era interessante para que eu ficasse no mesmo lugar e acreditasse que vivia sob a luz e com pena dos coitados que não enxergavam a luz que para mim era tão clara.
Um dia eu parei e pensei: não sou robô. Penso por mim mesmo. Vou verificar. Vou reestudar o cristianismo, vou reestudar o VT, as religiões hebraicas. O judaísmo que é bem mais antigo que o cristianismo. Quero saber o que pensam os orientais.
Descobri que não sou nada. Minha luz não é maior do que a de ninguém. Que não existe igreja exclusiva. Líder exclusivo. Que sou cristão porque nasci no Brasil. Poderia ser qualquer coisa, caso tivesse nascido em qualquer outro lugar.
Não é difícil enxergar o óbvio. O difícil é ter coragem para aceitar a realidade...
Sou apenas um agnóstico, que não se enfia em teses insustentáveis (teístas ou ateístas).
Não sinta pena de mim, por não ver tão "claramente" como você. Isso me obrigaria a sentir piedade de você, por não ter percorrido o maravilhoso e ao mesmo tempo doloroso e real caminho que trilhei...
Humildemente: apenas isso...
Acabou a desconfiança que eu sempre tive: será que nasci, como loteria, no lugar certo? Ou será que Deus gosta tanto de mim que me colocou no lugar certo enquanto bilhões não estão?
Sabe por que você não experimentou outra religião? Porque nasceu no contexto cristão.
Caso tivesse nascido e criado num outro contexto é bem provável que considerasse o cristianismo sem sentido, assim como muitos cristãos consideram as demais religiões sem sentido.
Não conheço uma pessoa que seja religiosa de verdade. Que tenha desbravado o mundo da fé, conhecido todas por inteiro e depois escolhido uma.
Você é fruto único do contexto cristão. Não é um religioso. É uma pessoa com uma cultura religiosa cristã muito forte. Também fui assim, mas tive coragem de dar um passo à frente...
Jesus é para você o ser que lhe colocaram na frente e ensinaram a enxergar. Fosse Buda, você seria um budista com argumentos poderosos ...
Tenho certeza que se você percorrer, com coragem e honestidade, o caminho que eu percorri, seus conceitos serão outros.
Faz tempo que deixei de considerar como válida a opinião das pessoas que só possuem uma versão de algum contexto filosófico, teológico, evolucionista...
Isso vale para teísta e ateísta.
Não pense que quero ser ofensivo. Estou apenas sendo sincero. Disse tudo isso para mim mesmo pois vi que meu ponto de vista era sofrível. Não passava de um samba de uma nota só.
Nem adianta dizer que a visão que você tem é diferente, especial, iluminada, única, mágica e oriunda da "verdade verdadeira"...
Já pensei assim também. Eu me considerava um grande felizardo, estudioso primoroso, nota A em Grego, Hebraico, Latim, Teologia Sistemática e quetais. (orava muito, vivia à luz da Justificação pela Fé). Nem adianta dizer que "não experimentei de verdade". Já ouvi isso demais. Inclusive de pessoas que hoje pensam como eu (antes não pensavam, deram um passo à frente e mudaram).
AFIRMO, POIS VIVI ISSO: todos os que percorreram o caminho que percorri mudaram de opinião. Não mudaram de caráter. Não apostataram. Apenas enxergaram o que saltava aos olhos, mas que era obliterado pela visão obtusa e única.
Tudo o que aprendi era dirigido. Mostraram para mim apenas o que era interessante para que eu ficasse no mesmo lugar e acreditasse que vivia sob a luz e com pena dos coitados que não enxergavam a luz que para mim era tão clara.
Um dia eu parei e pensei: não sou robô. Penso por mim mesmo. Vou verificar. Vou reestudar o cristianismo, vou reestudar o VT, as religiões hebraicas. O judaísmo que é bem mais antigo que o cristianismo. Quero saber o que pensam os orientais.
Descobri que não sou nada. Minha luz não é maior do que a de ninguém. Que não existe igreja exclusiva. Líder exclusivo. Que sou cristão porque nasci no Brasil. Poderia ser qualquer coisa, caso tivesse nascido em qualquer outro lugar.
Não é difícil enxergar o óbvio. O difícil é ter coragem para aceitar a realidade...
Sou apenas um agnóstico, que não se enfia em teses insustentáveis (teístas ou ateístas).
Não sinta pena de mim, por não ver tão "claramente" como você. Isso me obrigaria a sentir piedade de você, por não ter percorrido o maravilhoso e ao mesmo tempo doloroso e real caminho que trilhei...
Humildemente: apenas isso...
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Sobre o DÍZIMO e sobre o TRIBUTO
Dízimo
não é por imposição, a não ser para quem o enxergue pelos olhos da
religiosidade (fé). Acredito que separar algo do que se ganha para
ajudar quem mereça e precisa faz bem (inclusive) ao próprio doador.
No que tange à questão tributária: é imposição pura. O que se deve
pensar, enquanto cristão, é o seguinte: Deus e César. Conheço pessoas
que defendem a devolução do dízimo e são sonegadores de carteirinha. Ou
faz 100% do que Cristo ensinou ou não faz nada... Não adianta devolver o
dízimo e oferecer outros bens se não devolver o que se deve ao Governo.
Notem que Cristo não questionou se era certo ou errado o que César
cobrava...
É claro que para
ficar em dia com César, Cristo operou um milagre não foi? Sabem que isso
me intriga bastante? Sempre pensei que não me oporia a pagar 100% do
que o Governo tributa, desde que fosse possível conseguir o recurso de
forma milagrosa.
Qual a lição que podemos tirar disso tudo?
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Cristãos x Não Cristãos...
Relevância inda que tardia
O Barna Institute (www.barna.org)
é uma espécie de DataFolha cristão, um instituto de pesquisa voltado
exclusivamente para o mundo cristão na América do Norte. Graças a seu
trabalho e ao de outras iniciativas, temos uma visão bastante reveladora
do estado atual da sociedade, especialmente norteamericana. Bem, nosso
desejo, confessado ou não, é sermos tal qual os EUA, assim, mesmo que
alguns dos tópicos a seguir (retirados de Discipleshift, de Putman,
Harrington e Coleman) não sejam realidade aqui nos trópicos (duvido que
sejam muitos), talvez seja interessante conhecer essas pesquisas para
refletirmos se é realmente isso que queremos nos esforçar para ser.
Os índices de incidência dos seguintes fatores são idênticos entre cristãos e não cristãos:
* Divórcios;
* Consumo de pornografia entre homens (e esse índice não é pequeno);
* Violência doméstica;
* Abuso de drogas e álcool.
* Cristãos são duas vezes mais racistas que não cristãos (tá aí o pastor Feliciano que não nos deixa mentir).
* Um em cada quatro casais não casados vivendo juntos identificam-se como evangélicos.
* 6% dos evangélicos dizimam;
* 50% das pessoas que afirmam ir ao templo da igreja regularmente realmente vão.
* 60 a 80% dos jovens nascidos em lares cristãos deixarão a igreja na casa dos 20 anos.
* Menos de 1 a cada 5 pessoas que se declaram cristãos convertidos compreendem as crenças bíblicas mais basilares.
* A maioria dos que se dizem cristãos acreditam que a Bíblia está cheia
de erros e não acreditam em doutrinas como a vida sem pecado de Jesus.
Acreditam, por outro lado, que se forem boas pessoas vão para o Céu.
James Emery White (em Rethinking the church) argumenta que há 40 anos,
as pessoas que não frequentavam uma igreja nos EUA, de uma forma geral,
pelo menos conheciam elementos basilares da fé cristã, tinham as igrejas
e seus líderes em alta conta e acreditavam na existência de Deus. Hoje a
coisa é bem diferente. As pessoas têm uma visão muito negativa de
igrejas e de seus líderes, não acreditam em Deus e teriam dificuldades
para reconhecer Jesus entre retratos de outras figuras históricas.
Aparentemente, o desafio para a igreja de levar o evangelho do reino ao
mundo todo em testemunho a todas as gentes (Mateus 24:14) está mais
difícil, não menos, a despeito dos avanços em meios de comunicação.
Algumas comunidades têm feito esforços imensos para se manter relevantes
num contexto pós moderno, mas a verdade é que se isso não representar
uma semelhança maior de seus membros com Jesus Cristo, toda mudança de
forma será em vão. E essa semelhança deve ser mostrada na vida privada,
no ambiente de trabalho, nas áreas comuns do condomínio. Não na igreja. É
preciso que as estatísticas mostrem que há uma diferença real entre
cristãos e não cristãos, uma diferença que não tem nada a ver com a
roupa que vestem ou a música que ouvem. Uma diferença que vem da adoção
da escala de valores de seu Mestre, Jesus Cristo. Essa é a diferença
capaz de impactar e mostrar relevância em pleno século XXI.
É preciso, portanto, que comunidades cristãs se esforcem para conhecer
Jesus e para ser como Ele. Alguém sem medo de interagir com pessoas
feridas, Alguém que não queira estar perto de pessoas espiritualmente
doentes, Alguém que abrace e acolha antes que a mudança de comportamento
aconteça e para que a mudança de comportamento aconteça.
Fonte: Voltando e Descansando.
domingo, 12 de maio de 2013
A maior certeza da vida... é a morte...
Um dia, num contexto de igreja, uma pessoa disse que a maior certeza da vida era que a morte viria para todos. Outra esbravejou dizendo que Jesus poderia voltar a qualquer momento é que tal afirmativa seria falsa.
Como discutir aquilo que vem acontecendo há milênios (a morte) com alguém que usa a fé como argumento técnico?
Melhor seria jamais conversar sobre tal tema com determinadas pessoas.
Ocorre que olhando em volta eu me pergunto: existe com quem conversar de forma racional? Isso me causa um sofrimento sem medida. Por isso eu me sinto, quanto ao tema, o mais isolado dos homens...
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Dos milagres
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
(Mario Quintana)
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