TEXTOS REFLEXIVOS QUE VERSAM SOBRE A DIFERENÇA EXISTENTE ENTRE CULTURA RELIGIOSA E RELIGIÃO.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A dura vida dos ateus
O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última
sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São
Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o
jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi,
como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que,
naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos
os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na
Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque
tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”.
Continuaram, e ela
comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou
jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu
português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30
anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu.
“Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não
lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela
estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o
diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.
- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...
O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem.
Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar
que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse?
(Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o
diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes.
Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o
taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer
de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha
perdido era a personificação do mal.)
Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao
se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de
semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:
- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.
A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser
dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais
neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas
que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado
– mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões.
Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato
de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior
atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão
importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a
uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu
num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os
vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.
Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se
multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das
grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica,
o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé
católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a
fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar
compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando
o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está
mudando a forma de ser brasileiro.
Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas?
Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são
constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de
mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico
não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular
de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam
seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade
de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio,
obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais
agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os
fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas
– para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem
consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping
da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.
É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua
longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu,
vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações
capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma
maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe
garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo
estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma
espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na
frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais
atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção
Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as
neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e
possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no
país.
Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais
frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não
há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado
por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível
convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião.
Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu.
Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto
religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou
subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria
como vender gelo para um esquimó.
Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se
apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por
enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem
que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa
empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um
exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados,
têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes
pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.
Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os
íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da
“Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de
abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da
tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é
tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus.
Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”.
Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal
da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me
livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto
lhe resta.
Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado
tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade
das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações
no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à
primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no
sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido
atribuído pelo senso comum.
Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de
não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na
prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser
ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah
Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a
pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca
de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me
surpreende.
Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.
(Eliane Brum)
Fonte: Época
Editor do blogue: Enéias Teles Borges
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um cristão ateu
Eu
tenho um primo evangélico que está sendo “treinado” para se tornar
pastor da igreja dele. Um belo dia, ele veio aqui em casa e me fez uma
pergunta bem estranha:
— E aí, Barros, já encontrou Deus?
— Eu não! Era pra eu tá procurando?
Isso
levou a uma conversa já bem comum pra mim: o crente fanático querendo
me vender a droga que ele usa. Daí que eu aproveitei que o interlocutor
era meu primo — e muito provavelmente não iria me descer a porrada
depois que eu não aceitasse a droga oferecida — e testei uma nova
abordagem da discussão.
Eu
disse a meu primo que iria conversar com ele sobre Deus, desde que ele
concordasse em imaginar que eu também estaria sendo abordado, naquele
exato momento, por um crente em Lord Brähma. Ele topou. E aí estão os
melhores momentos:
— Mas por que você não acredita em Deus, Barros?
— Uai! O cara tá me fazendo lá a mesma pergunta: “Por que eu não acredito no Lord Brähma?”. E tu? Por que não acredita no Lord Brähma?
— Eu creio no único Deus verdadeiro.
— Não perguntei no que você crê. Perguntei por que você não acredita no deus do meu amigo lá do outro lado do Atlântico.
— Porque Deus é único!
— Ó, o cara disse que discorda de você.
— Não faz a menor diferença que ele discorde.
— Pois é: ele disse também que não interessa que você discorde dele. E que foi Lord Brähma o criador do universo.
— Ele pode pensar o que quiser. Deus é o criador do universo e a Bíblia é a sua revelação para a humanidade.
— Mas ele falou a mesma coisa, acredita? Que você pode pensar o que
quiser, e que nada vai mudar a verdade. Que, no caso dele, é outra. E
que, também, a revelação do deus dele para o povo dele é bem anterior à
do seu deus para os hebreus… Que esse “para a humanidade” tá forçando a
barra. Qual de vocês está certo, afinal?
— Está certo aquele que está do lado da verdade.
— Qual é a verdade? Deus criou o universo? Ou Lord Brähma criou o universo?
— A verdade está na Bíblia.
— E por que a verdade não está no Mahabharata, por exemplo?
— O que é isso?
— Mas você não sabe? Então que garantia você tem de que a verdade não está nesse texto sagrado e não no seu?
— A garantia que eu tenho é a de que Deus apenas deixou a Bíblia para ser sua forma de comunicação com o homem.
— E se num livro sagrado hindu estiver escrito que outros deuses falsos
serão venerados e isso levará uma grande parte da raça humana para o
Inferno de Lord Brähma? Você não estaria lascado?
— Barros, não dá pra discutir com quem rejeita a Bíblia como a palavra de Deus.
— E o crente lá da Índia tá dizendo que não dá pra discutir com quem rejeita o Mahabharata e os outros textos sagrados deles como a revelação de Brähma. Não é interessante?
— Só existe um Deus.
— Você, então, não acredita em Lord Brähma…
— Claro que não.
— E por quê?
— Porque não existe outro deus além do Deus vivo!
— Você não toparia estudar alguns textos hindus, frequentar alguns
templos onde se pratique o hinduísmo, conhecer a filosofia deles, enfim,
você não toparia procurar por alguma revelação de Brähma pra você?
— Não.
— Por quê?
— Não vejo razão para isso.
— Então não me peça pra procurar o seu Deus também. Porque você não vê
razão para procurar Brähma, o hindu não vê razão para procurar mais
outro deus além dos milhares que eles já têm, e eu não vejo razão para
procurar deus nenhum.
Fonte: DeusILUSÃO.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A oração de um fariseu moderno
A oração de um fariseu do século XXI é
mais ou menos assim: "Graças de dou, meu Deus, porque não sou como os
membros das outras igrejas. Graças te dou porque eu tenho a verdade e
porque não estou no erro, como todos os demais que não partilham da
mesma fé e que não frequentam a mesma agremiação da qual faço parte.
Graças te dou por ter nascido na família certa, na igreja verdadeira,
enquanto todos os que não adoram como faço, estão nas trevas das forças
do Mal. Graças te dou porque faço parte da igreja remanescente,
aquela que levará a luz para todas as demais, que estão nos braços do
engano. Graças te dou..."
Enéias Teles Borges
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A exclusivista religião nazista
Em
1930, no Himalaia (Tibete), os nazistas começaram a explorar o topo do
mundo em busca de evidencias de sumo sacerdotes que eles acreditavam
serem seus ancestrais de sangue. A crença nesses ancestrais fundaria a
nova religião da Alemanha, uma religião em que Adolf Hitler seria o sumo
sacerdote.
Havia
a crença de que o sangue ariano puro estava sendo contaminado por raças
inferiores, e que uma vez que essas raças inferiores fossem eliminadas
surgiria novamente à raça ariana pura, que dominaria o mundo.
O
fundamento dos alemães era uma crença pagã, de que em algum lugar do
Atlântico Norte, num continente, habitava uma raça de super-seres que
caíram em desgraça por conta do mal e da depravação, o nome desse
continente era Atlântida, e antes deste povo ser destruído, sete
sacerdotes escaparam de barco, chegando a Índia e ao Tibete, os místicos
acreditam que esses sacerdotes sejam os verdadeiros deuses da raça
ariana e também os ancestrais de todos os ancestrais indianos e
europeus.
Alguns
místicos acreditam que a história de Atlântida é real, e a prova é que
os arianos eram o povo escolhido, descendentes dos deuses que habitavam o
continente, e que os mesmos perderam seus poderes procriando com meros
mortais.
A
busca pela prova da superioridade ariana logo se transformou em crimes, e
pessoas começaram a serem mortas, eles acreditavam que uma vez que a
conseguissem provar que seus ancestrais eram deuses, seria simples
recriar a raça de deuses arianos através da seleção para procriação.
Hitler proclamou que: “a humanidade sobe um degrau a cada 700 anos, e o objetivo final é a vinda dos filhos de Deus”.
Logo Hitler filiou-se a um partido, do qual em pouco tempo se tornou líder.
Num
dos primeiros discursos de Hitler neste partido, estava presente Rudolf
Hess, um veterano de guerra, que enxergou em Hitler, exímio orador, o
homem que reconduziria a Alemanha ao lugar ocupado antes da guerra,
crendo que Hitler era o “Messias” profetizado nos círculos pagãos da
Alemanha.
Estes
grupos pagãos eram freqüentados por pessoas ricas e influentes de
Munique (capital da Alemanha) e praticavam a astrologia, contava com
filósofos e reverenciavam o sol para conseguirem atingir os seus
objetivos.
Em
1920, o Partido dos Trabalhadores da Alemanha, mudou seu nome para
“Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães” (NSDAP),
popularmente conhecido como “Partido Nazista”, que sob a liderança de
Hitler cresceu exponencialmente em curto espaço de tempo.
Naquela época os judeus já eram hostilizados, pois, criam que os judeus
impediam os arianos de ocupar o seu lugar de direito de dominadores do
mundo.
E
assim Alfred Rosenberg, lançou o livro “A Religião do Sangue”, a nova
doutrina nazista, pois, acreditava que a igreja deveria ser “Igreja de
Sangue” ao invés da “Igreja da Fé/Igreja da Crença”, pois, o sangue unia
as raças nórdicas, para Rosenberg sangue, descendência racial e
identidade racial tornaram-se o principio da nova ideologia. Os mitos
nórdicos substituíram a Bíblia como fundação da nova religião.
Hitler foi além da doutrina de Rosenberg e escreveu “Vamos arrancar a fachada cristã e trazer a religião peculiar a nossa raça.
E
como símbolo da religião nazista, Hitler escolheu a suástica, que
estava presente em diversas culturas, para os chineses a suástica era
tida como símbolo da sorte, e até hoje são símbolos das religiões hindus
e budistas, a suástica também representava o martelo de Thor o deus do
trovão e força na crença pagã nórdica. Para Hitler, a suástica
representava a missão da luta pela vitória do homem ariano.
Em
1933 Hitler torna-se fhurer (o líder), com os rituais da sua religião
instaurada, iniciou-se a doutrinação na fé nazista tendo Hitler como
deus começava cedo e tinha continuidade na vida adulta. E havia
fidelidade a Hitler, era orgulho viver ou morrer por Hitler.
E na
busca da recriação da raça ariana, instituiu-se o “Programa Nacional de
Eutanásia de Crianças Deficientes”, onde crianças que nasciam com algum
tipo de enfermidade eram mortas. As propagandas alegavam que a morte
dessas crianças era um ato de caridade, que libertava almas aprisionadas
em corpos atormentados.
Muitos
acreditam que os nazistas invocavam espíritos estranhos e eram adeptos
de milenares rituais ocultistas da Europa, documentos comprovam que suas
crenças se baseavam em crenças pagãs de lutas entre a luz e as trevas.
A
crença nazista também se apoiou na crença hindu da reencarnação e
castas, historiadores afirmam que Hitler acreditava ser a reencarnação
do rei Hendrich, um líder alemão da idade média que impediu a invasão
islava.
A “SS” um órgão de repressão do governo nazista era tido por Hitler como soldados de uma “guerra santa”.
Os
maçons também foram vitimas do regime nazista, pois, criam que era uma
sociedade secreta criada por judeus para conspirar contra os alemães.
As
concentrações de massa eram cuidadosamente preparadas para serem
emotivas e provocarem o êxtase religioso, e no centro desse ritual
estava Hitler, que “encarnava” o Messias, uma divindade.
E
o domínio nazista foi aumentando, nações e mais nações foram derrotadas
pelos arianos, até que ao experimentar a derrota, chefes da marinha
alemã passaram a crer que os aliados estavam usando as forças místicas
da guerra contra a Alemanha, e como defesa os alemães também deveriam
usar de forças ocultas e isso levou a fundação de um instituto de
pendulo, onde com objetos suspensos por uma corda sobre mapas tentavam
indicar a posição das embarcações e submarinos dos inimigos, e com base
nessas vidências eram dada as coordenadas para a marinha alemã.
Cercado pelas forças dos
países aliados, Hitler acreditava que forças místicas poderiam salvá-lo
da derrota que estava clara, mas não foi assim, tanto que Hitler e sua
noiva cometeram suicídio.
Em novembro de 1945 vários nazistas do alto escalão foram julgados pelos países aliados em Nuremberg, e o ocultista Rosenberg, autor do livro “A religião do Sangue” foi enforcado em novembro de 1946.
Em novembro de 1945 vários nazistas do alto escalão foram julgados pelos países aliados em Nuremberg, e o ocultista Rosenberg, autor do livro “A religião do Sangue” foi enforcado em novembro de 1946.
O Terceiro Reich que deveria durar mais de 1000 anos durou apenas 12 anos, e fez 50 milhões de vitimas.
Todas
as culturas sofreram influencias místicas, porém, na Alemanha nazista a
ligação de políticos com o ocultismo levou a um mal sem paralelos na
história.
Nota: Não há como pensar diferente: a crença faz bem, mas o mundo seria muito melhor sem qualquer tipo de religião (cultura religiosa).
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Um ateu praticante...
Do blogue DEUSILUSÃO
Eu sou ateu. Praticante.
Eu sou ateu. Praticante.
O ateu não é, como muito estupidamente se pensa, aquela pessoa que ‘não acredita em nada’. Eu acredito, sim, em muitas coisas. Uma delas é que um mundo sem religião seria um lugar bem melhor para se viver. As pessoas poderiam muito bem inventar quantos deuses quisessem para adorar, pelos quais estragassem as suas vidas e desperdiçassem o seu tempo. Isso seria problema delas, desde que mantivessem esses hábitos na sua privacidade. Entretanto, a religião é o que faz com que essas ilusões se tornem prejudiciais não só para quem nelas acredita, mas para todos nós.
Você pode querer argumentar que a “sua” religião é uma religião “do bem”, “boazinha”, “não faz mal a ninguém”, isso querendo comparar com, digamos, a religião muçulmana. Mas como você, obviamente, não consegue entender, se a sua religião não é uma das três grandes monoteístas — cristã, judaica e islâmica –, nem a dos mórmons, nem a hindu, nem uma das outras menores, se a “sua” não é uma dessas, é com absoluta certeza uma ramificação de uma delas, ou uma ramificação de uma ramificação, dentre as inúmeras outras que pipocam todo dia no “mercado”, e que você “a escolheu” porque ela serviu em você — como um sapato. Mas, assim como o sapato, a “sua” religião também foi fabricada para suprir uma necessidade sua e gerar renda para o seu fabricante. Você obviamente não tem interesse em enxergar a quantidade de gente que está enriquecendo com isso; mas outras pessoas enxergaram: daí o motivo de tantas “novas” igrejas. A indústria da fé.
Mas o seu argumento continua de pé: sua religião é do bem. Você pode querer dizer que a sua religião não quer dominar o mundo, matar infiéis, impor à força o seu Deus, governar o país, etc. Você pode dizer, por exemplo, que não pertence à fé cristã, que ceifou milhões — milhões — de vidas humanas ao longo da História pela fogueira, pela tortura, pela espada, pelas guerras e por aí afora. Mas o que você também não entende, e talvez mesmo não queira entender, é que ela só não fez isso tudo porque nunca teve o poder para isso. Nunca teve, ou não tem “ainda”.
Esse blog foi concebido não só para expressar algumas das minhas opiniões sobre Deus, religião, fé, ateísmo e tal. Eu pretendo convidar pessoas religiosas para lerem os meus textos e darem suas opiniões. Não farei isso na intenção de que se tornem ateias, de que aceitem a minha visão do mundo, mas, sim, com o tentador convite para que me convençam de suas crenças e derrubem as minhas, e que possam, com isso (quem sabe?), “salvar a minha alma”.
Um outro motivo para a criação do blog é a minha própria proteção. É mais seguro defender minhas opiniões daqui. Um ateu dificilmente conservaria todos os dentes na boca caso se atrevesse a usar o mesmo expediente de pregar em praça pública as suas convicções, tal como o crente faz. Não é nada fácil imaginar que um grupo de ateus seria capaz de se reunir e agredir um pregador que estivesse divulgando as suas crenças num local público. Entretanto, seria exatamente isso o que se poderia esperar dos religiosos se fosse um ateu o orador. Por isso eu prefiro a relativa segurança da web à insegurança do púlpito. Eu considero as pessoas religiosas tão inofensivas quanto um bêbado dirigindo uma escavadeira. Ou segurando um revólver. Um ateu covarde, vivo e “praticante” é infinitamente mais útil do que um ateu valente e morto. Nós, ateus, não precisamos de mártires.
Eu “criei” esse blog em 3 passos. Levou apenas 6 minutos. No 7º eu descansei.
Autor: Valmidênio Barros do Blogue DEUSILUSÃO.
Nota: Um dos melhores blogues da internet brasileira. Impossível ler os textos e deixar de imaginar uma mente inteligente por trás.
Enéias Teles Borges
sábado, 6 de agosto de 2011
Transmitindo a esperança...
Um líder de igreja local resolveu visitar seu superior para lhe pedir conselhos. Seu comandante era um homem escolado, idoso e com muita experiência no trato dos fiéis. Lá chegando abriu o coração.
- Está muito difícil cuidar da igreja. Sou procurado todos os dias para dar conselhos, efetuar casamentos, funerais e muitas outras atividades afins. Tenho consolado as pessoas, mas preciso ser franco: não consigo acreditar mais naquilo que doutrino.
O ancião olhou para aquele jovem líder de igreja local e lhe disse:
- Quanto eu tinha a sua idade tive que enfrentar as mesmas situações e depois, como você está fazendo agora, aconselhei-me com um ancião. Vou lhe transmitir o mesmo que ele me ensinou e aquilo que faço até hoje.
- Ele me ensinou (prosseguiu o ancião) que nós temos uma missão especial, pois somos mais fortes que a maioria das pessoas. Ensinou-me que os fiéis, assim como nós, vivem num mundo cão. Vivem e sofrem, tendo como consolo a esperança da fé que professam. Percorrem o vale da sombra da morte cultivando uma convicção que nós transmitimos: a de que depois desta vida miserável haverá uma vida melhor.
- Imagine se nós (disse mais o ancião), que não cremos no que pregamos, começássemos a mostrar para eles a realidade da vida e da morte. Imagine se mostrássemos que depois desta vida horrível e curta não existe mais nada além do nada eterno...
- Siga o meu conselho (concluiu o ancião), o mesmo que recebi com a sua idade. Continue transmitindo a esperança. Mesmo sabendo que ela está escudada em ficção, continue até que você fique velho como eu. Transmita um pouco de alegria aos membros da sua igreja. Eles não possuem nada além da fé! Imagine se também deixassem de possuir a esperança...
Foi assim que aquele jovem pastor de igreja local, seguiu cumprindo a sua missão. A de oferecer fantasia, para combater a dura realidade da vida e da morte.
Por que tirar a esperança de um povo, quando não se tem nada melhor para colocar no lugar? No mundo religioso a ignorância quanto à verdade da vida e da morte é importante fator de esperança. A esperança não precisa coadunar com a verdade...
Enéias Teles Borges
Assinar:
Postagens (Atom)






