quinta-feira, 24 de março de 2011

A oração do gato e a oração do cão...

Cão Sábio

Certo dia um cão sábio passou por um grupo de gatos. À medida que se aproximava, percebeu que estavam muito concentrados no que estava acontecendo entre eles e não lhe prestavam a menor atenção. Decidiu então parar e escutar o que diziam. Do meio deles levantou-se um gato grande e solene que olhou para todos e disse: - Irmãos, rezem, e depois rezem de novo e outra vez ainda, sem duvidar; e então, em verdade lhes digo, vai chover rato. Ao ouvir isto, o cachorro riu deles por dentro e afastou-se, pensando: - Oh, gatos cegos e insensatos! Pois não está escrito e eu não sei, e meus antepassados antes de mim não sabiam que o que chove quando rezamos e suplicamos com fé não são ratos, e sim ossos? (Khalil Gibran)

Nota: Observaram que um segmento religioso desdenha da fé e da oração dos outros segmentos? Afinal a oração que vale é sempre a dele, rigorosamente "como imaginava o cão  sábio..."

Enéias Teles Borges 

terça-feira, 22 de março de 2011

O envenenangelho


Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas [com “i” minúsculo]. Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.

O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perverção e o mais sincera/verdadeira possível.

Estou enojado e farto de Atos [feiticeiramente] Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.

Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.

Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.

Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.

Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.

É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!

Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que [todas] as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?

O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

(Genizah)

Nota: Enquanto a FCFA (Fé Cega, Faca Amolada) continuar atuando, mais pessoas "pensantes" haverão de se afastar...

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 21 de março de 2011

É possível pactuar com uma divindade?

O pacto é um acordo entre partes. Vale dizer que, num acordo, os envolvidos precisam possuir uma ferramenta que permita o cumprimento do pacto ou o aferimento do seu não cumprimento. Em palavras bem simples poderíamos dizer que num pacto as partes precisam ser alcançadas, em caso de cumprimento ou não. Não fosse assim como ter a certeza de que o pacto será cumprido?

Eis porque se torna complexo pactuar com uma divindade. O lado humano (material) está à vista e é palpável. Como seria possível formular um acordo entre o lado humano e o lado divino (imaterial)?

Outro ponto que não se cala: como conferir se o pacto está sendo cumprido? Como as partes poderiam se alcançar? Quem poderia arbitrar para saber se o pacto está sendo honrado?

Em resumo eu diria que é impossível tal pactuação. Não seria possível pactuar porque não seria possível o alcance entre as partes - sendo uma material e a outra imaterial.

Como explicar, então, os pactos sugeridos nos centros da fé cega e da faca amolada? Fácil de explicar. Entre as partes (material e imaterial) existe o intermediário que, segundo se sabe, tem condições de promover o alcance entre os pactuantes e saber se o pacto foi assinado, está sendo cumprido ou se foi violado. Esse intermediário tem nome que pode variar conforme a administradora que é contratada. Em alguns lugares ele é conhecido por padre, em outros por pastor, bispo, apóstolo, missionário, reverendo, ancião, diácono...

Quer pactuar com uma divindade? Confia nos intermediários que existem aos borbotões? Então vá e assine o contrato, mas não cobre a assinatura (visível) da outra parte...

(Convictos ou Alienados?)

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 16 de março de 2011

Três deuses, um funeral

Os dois texto abaixo foram extraídos do fabuloso blogue DeusILUSÃO.

Três deuses, um funeral (parte 1)

O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.”  (Isaías; 1:3)

Essa “fala”, comparando o povo de Israel a um boi e a um jumento, é de Deus, um tanto quanto estressado com o seu “povo escolhido”, que, como sempre, não estava puxando adequadamente o seu saco.

Um Deus um pouco mais inteligente teria percebido, de cara, que nenhum povo, por mais primitivo ou humilde que fosse, iria nunca gostar de se sentir possuído por alguém, muito menos da forma como um animal é possuído por seu dono. Mas é assim que Deus vê sua obra-prima, de acordo com o livro sagrado que ele usa para ser revelado ao mundo.

E sorte daquele povo por isso, porque nem toda a obra-prima de Deus teria a mesma sorte:

ASSIM diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.” (Is 45:1)
É. Existiram nações, no plural, que deveriam ser abatidas pelo “povo escolhido”. Aí vem a pergunta inevitável: “Quem teve mais sorte nesse universo: os que nasceram fazendo parte da nação que é tratada como um animal, ou todo o resto que não teve a honra de ser escolhido pelo Criador de todas as coisas e foi predestinado a sucumbir pelo fio da espada dos seus apadrinhados?” Ou seja, é estar entre o cabresto e a espada.

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” (Is 45:7)
A Bíblia está repleta de coisas desse tipo (ou piores do que isso) que depõem fortemente contra a ideia de um Deus, ao mesmo tempo, todo-poderoso e, adivinha, bonzinho

Um crente que venha até você com essa ladainha de que o Deus dele é um Deus de amor, ou é um grande hipócrita, ou um grande imbecil, ou um analfabeto, coitado, que só conhece da Bíblia o que o padre ou pastor leem para ele aos domingos

Eu toleraria os dois últimos, porque não se escolhe ser analfabeto, ou imbecil.

Mas ai de vós hipócritas! Que, por fora, são como os túmulos caiados de branco, mas, por dentro, estão cheios de imundícies!” Vosso Deus foi nascido da hipocrisia da palavra e, pela palavra, é mantido vivo e perfazendo todos os tipos de barbárie ao longo dos séculos. Assim sendo, também pela palavra eu destruirei vossa hipocrisia e vos entregarei de volta o vosso Deus.

Morto.

Três deuses, um funeral (parte 2)

Vamos com calma, que o caminho é longo. É que há hipocrisia demais e Deus de menos.

No texto anterior eu fiz uma coisa totalmente vetada a um ateu: usar versículos da Bíblia de forma isolada, para defender um argumento. Apesar de ser esse o modus operandi das quadrilhas que enriquecem à custa da “palavra”, o ateu não tem a mesma prerrogativa e, invariavelmente, vai ouvir de algum religioso que, em certos casos, é preciso “ler o contexto”.

É assim que funciona: quando a “palavra” é absurda demais e dói nas vistas, o crente recorre ao contexto, como se ele, o contexto, tivesse o poder de mostrar que Deus estava querendo dizer outra coisa. Quando não é o caso, o contexto é dispensado e fica valendo o que está escrito, tal e qual como está no versículo, não sujeito a interpretações, uma vez que é a “palavra” sagrada, eterna e imutável de Deus.

Mas só quando convém. E esse é o segredo para se continuar vivendo com a hipocrisia de se estar tão fortemente convencido a ponto de querer impor ao mundo o absurdo de que há, entre nós, uma coleção de livros inteira escrita pelo criador do universo.

Aí você poderia esperar tudo de livros assim, menos que fossem tão absurdamente humanos e tão intimamente vinculados à época em que foram escritos. Supõe-se que um Deus eterno deveria ser, pelo menos, um tanto divino e atemporal. E quando o crente descobre que não é, ele recorre ao contexto:

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (1 João; 4:8)

Deus é amor…

Depois de amaldiçoar toda a humanidade pelo erro de apenas duas pessoas (Gênesis 3:14-19);

Depois de afogar quase toda a vida inutilmente, pois o mal continuou (Gênesis 6:7, Gênesis 8:21);

Depois de criar leis cruéis, intolerantes, absurdas, supersticiosas e preconceituosas (Levítico 15:19, Êxodo 21:20-21, Deuteronômio 22:21, Levítico 21.18-20, Deuteronômio 25:11,12, etc);

Depois de matar pessoas e animais inocentes que nada tinham a ver com as decisões do faraó (Êxodo 12:29, Êxodo 9:3-6);

Depois de matar muitos do seu próprio povo escolhido apenas por estarem insatisfeitos (Números 14:27-29);

Depois de provocar o genocídio de vários povos (Deuteronômio 7:1);

Depois de matar um homem apenas por não querer engravidar a mulher do próprio irmão (Gênesis 38:08-10);

Depois de matar um homem apenas por ter catado lenha no sábado (Números 15 32-36);

Depois de matar duas pessoas apenas por terem mentido sobre a venda de um terreno (Atos 05:1-10);

Depois de ameaçar com castigos eternos os que nele não cressem (João 3:18, Lucas 10:10-16, João 3:18, Apocalipse 21:8);

Depois de matar uma mulher apenas por ter olhado para trás (Gênesis 19:26);

Depois de matar dezenas de jovens apenas por terem zombado da careca de um profeta (2 Reis 2:24);

Depois de dizer que ele mesmo criou o mal, o surdo, o mudo e o cego (Isaías 45:7, Êxodo 4:11);

Depois de dizer que no seu julgamento final haverá os piores horrores (Lucas 21:23, Apocalipse 6:8, Apocalipse 9:6);

Depois de queimar vivas várias pessoas (2 Reis 10-13, Números 11:1);

Depois de exigir que matassem as mulheres casadas e guardassem as virgens (Números 31:17-18);

Depois de impedir que um homem fosse ao velório do seu pai (Mateus 8:21-22);

Depois de humilhar uma mulher que buscava a cura para a filha (Mateus 15:22-27);

Depois de assegurar que não veio trazer a paz, mas a espada e a desavença (Mateus 10:34,37);

Depois de matar uma criança inocente pelo erro do rei que ele mesmo escolheu (2 Samuel 12:14,15);

Depois de castigar com pragas terríveis seus desafetos (Números 16:41-50, Números 25:9, 2Samuel 5:6, 2 Samuel 24:15, etc)

Depois de sadicamente enganar seu povo escolhido (Números 11:18-20 e Números 18:31,32);

Depois de ordenar o massacre de crianças, idosos e mulheres grávidas (Deuteronômio 32:25, Ezequiel 9:6, Deuteronômio 2:33,34);

Depois de muitos outros incontáveis atos violentos, cruéis, intolerantes e sangrentos cometidos diretamente ou incentivados por ele… Deus é amor.
Vá, cristão. Vá correndo ler o contexto. Se é que você lê a Bíblia…

“Se mais cristãos lessem a Bíblia, haveria menos cristãos”(Derek W. Clayton).

Nota: Além de bem redigido e de clareza ímpar, o texto do blogue Deus ILUSÃO traz uma lógica irrefutável...

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Religiões e Seitas - Fundadores

BUDISMO – Sidarta Gautama

O Príncipe Gautama, também conhecido como BUDA, fundou o “Budismo”por volta do séc. V a.C. Diz a tradição que seu nascimento ocorreu por volta de 560 a.C. e o mesmo foi concebido com 40 dentes dizendo “Sou Senhor do Mundo”; e que seu pai, o Rei Suddhodana da Índia, queria evitar que o filho tivesse contato com o sofrimento do Mundo, o isolando no Castelo, até que ele saiu.

CONFUCIONISMO – K’Ong Fu-Tse (Confúcio)

Nasceu em Lu, na China, por volta do séc. V a.C. Disse ter obtido a Graça Celeste pois sua mãe quando gestante peregrinou à montanha Ni-Kieou, onde a vegetação se abriu e ela encontrou os 05 elementos, a saber: madeira, fogo, terra, metal, água; considerados popularmente como os responsáveis pela vida terrena; e encontrou também um unicórnio. Confúcio tentou anos chegar ao poder. Era sempre ouvido mas nunca conseguia.

TAOÍSMO – Lao-Tse

Nasceu na China, na província de Honan; segundo a tradição chinesa, veio com o nome de Li Erh (Lao-Tse significa “velho filósofo”) por volta de 604 a.C.; “Tao” significa “caminho”. Consta a História que ele encontrou seu contemporâneo Confúcio e o repreendeu por sua vaidade e ambição. Lao-Tse criou o Tao Teh-King, que é a “Bíblia”dos taoístas.

ISLAMISMO – Abulgasin Mohammad (Maomé)

Fundado por Maomé na antiga Arábia Saudita, um órfão que nasceu por volta de 570 d.C.; se casou com uma viúva rica de mais ou menos 20 anos mais velha. Inspirou o Corão (ou Alcorão), considerado a “Bíblia” dos maometanos. Este por sua vez, preserva boa parte do Livro de Gênesis da Bíblia Cristã, e, na verdade, é uma mescla de zoroastrismo, judaísmo, budismo, confucionismo e até porções do Novo Testamento. Os maometanos são descendentes de Ismael, filho de Abraão com a criada Agar.

ROSACRUCIONISMO – Desconhecido

Um desconhecido que percorreu a Europa em 1597 d.C. com o intuito de criar uma sociedade às pesquisas de Alquimia, Pouco se sabe sobre ele, mas lhe atribuem o livro “A REFORMA GERAL DO MUNDO” publicado em 1614 d.C. que tem como personagem principal Christian Resenkreutz. O livro conta que ele foi enviado a um mosteiro. Um monge o leva à Terra Santa onde morreu na ilha de Chipre. Christan foi para Arábia e Egito e após para Europa. Com os conhecimentos das peregrinações, reuniu a ordem e morreu aos 150, porque quis!…

MAÇONARIA

Mescla de ritos populares e de denominações distintas iniciado na Inglaterra por volta de 1717 d.C.; Seus contribuintes foram anglicanos, huguenotes, pedreiros livres e pessoas insatisfeitas. O mistério é a base da crença, que mantém um sistema de auto-ajuda aos afiliados em troca de “outras” coisas.

HINDUÍSMO

Mescla de Ritos Populares iniciados no Japão, século VI a.C.

XINTOÍSMO

Mescla de Ritos Populares iniciados na Índia entre 2000 e 1500 a.C.

ESPIRITISMO – Hipolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)

Foi em 1848 [ano], em Hydevislle, EUA, que as irmãs Margaret e Kate Fox afirmaram ver as mesas girando, e ouvir pancadas na casa em que moravam… Faziam perguntas e estas eram respondidas mediante estalidos de dedos. O Sr. Rivail, médico e professor francês, nascido em 1804 lançou a “Bíblia” dos espíritas “O Livro dos Espíritos” em 1857; tornou-se médium. Organizou em Paris a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Adotou o nome de Allan Kardec, alegando ser este o seu nome na outra encarnação. Morreu em 1869 arrependendo-se publicamente por ter escrito tal livro. No Brasil, eis alguns de seus seguidores desfarçados: Legião da Boa Vontade, Ordem Rosacruz, Racionalismo Cristão, Cultura Racional, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, etc.

VODU

Mescla de ritos africanos focado nas Antilhas que em 1803 d.C. foram levados em massa aos EUA onde teve uma certa Organização. Muito semelhante a Macumba e em certas seções há o assassinato de um indivíduo . Diz a crença que Vodu (ou Zumbi) era um deus que dominava à noite e protegia seus adeptos.

BAHAÍSMO – Mirzá Husayn Alí Nuri

Também conhecido como Baha Allah (Glória de DEUS), tal religião foi instituída pelo seu filho Sir Abdul-Bahá em 1894 d.C.; Na verdade, foi uma invenção islâmica de us dissidentes que queriam modificar pontos no Corão. Tais dissidentes eram liderados por Ali Muhammad que se denominava “A Porta” e muitos seguidores desta seita o consideravam uma espécie de “João Batista” para Baha Allah.

MORMONISMO – Joseph Smith Jr.

Nasceu em 1805 d.C. em Vermont/EUA. Influenciado por um livro fictício do Pastor Presbiteriano aposentado Salomão Spaulding que dizia que CRISTO após crucificação foi pregar onde é hoje os EUA e após afirmar que DEUS e CRISTO apareceram a ele dizendo para não ir a denominação nenhuma pois estavam todas corrompidas, publicou “O Livro dos Mórmons” ( a “Bíblia” deles) em 1830 d.C. que junto a “Um Livro de Mandamentos”, forma a base da doutrina mórmom, também conhecida como Igreja de Jesus Cristo aos Santos dos Últimos Dias. Mudou-se para o Estado de Illinois onde adotou a poligamia, causando um cisma na seita (Smith teve 24 esposas e 44 filhos) e depois de vários problemas com a polícia, ele e o irmão Hiram Smith foram mortos a tiros por uma multidão enfurecida em 1844.

ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA – Guilherme Miller

Nos EUA, um fazendeiro, Batista, arrumou licença para pregar, embora tenha muita vontade, era ignorante e pouco instruído. Miller tomou Daniel 08:13-14 e ensinou daí que as 2300 tardes e 2300 noites são 2300 anos. Somou com o ano 457 a.C., data que Esdras chegou a Jerusalém e encontrou o ano 1843 d.C., o ano que segundo ele, CRISTO voltaria. Daí o título “Adventista”, pelo grande ADVENTO. Passou o ano e nada aconteceu; Miller alegou erro ao usar o calendário hebraico em vez do romano. Remarcou para 22 de outubro de 1844. Nova decepção! Teve de fugir para sua fezenda, abandonou a “nova religião” e até pediu reconciliação aos Batistas.

Apesar de tudo, seus seguidores continuaram, e a Sr. Hellen G White, que se tornou a nova prefetisa dos sabatistas, disse ter uma visão onde contemplava a Arca no Céu na qual ela viu as Tábuas dos Dez Mandamentos, sendo que na visão, o 4º Mandamento destacava-se dos demais; daí o “Sétimo Dia”, formando Adventista do Sétimo Dia.

TESTEMIUNHAS DE JEOVÁ – Charles Taze Russel

Nascido em 1853 nos EUA, foi criado na Igreja Presbiteriana, passou para Congregacional e depois ingressou na Adventista, saindo logo depois. Em 1872, Russel conseguiu reunir um grupo de discípulos sem qualquer título e se auto-denominou Pastor. Usam a Bíblia para atrair leigos mas possuem a sua própria “Bíblia”, adulterada. Afirmam ser a única Igreja certa e que CRISTO é apenas um dos Deuses!? Por isso, até Hitler os perseguiu na 2ª Guerra pela Europa.

CIÊNCIA CRISTÃ – Mary Baker Eddy

Nascida em 1821 nos EUA, quando jovem pertencia a Igreja Congregacional. Fundou a Igreja de Cristo Cientista (Eddyismo) que de ciência e de CRISTO não tem nada. Foi esta mulher influenciada por um relojoeiro que se dizia doutor, de nome Quimby, que era dado as práticas de ocultismo, psiquismo, espiritualismo.

TEOSOFIA – Helena Blavatsky

Mescla de religiões pagãs do Oriente, a Sra. Helena, de origem russa e descendente alemã, nasceu em 1831 e aos 17 anos casou-se com o General Czarista Blavatsky. Abandonando-o 03 meses após, era uma mulher explosiva. Tornou-se médium espírita e em suas andanças pelo mundo, teve contato com diversas religiões místicas. Subdividem a humanidade em 03 raças e 05 sub-raças e dizem que CRISTO está na 5º sub-raça.

PERFECT LIBERT (PL) – Tokoharu Miki

Uma imitação do Budismo. O Sr. Miki desde os 08 anos estava num monastério de Budismo no Japão. Aos 41 anos. Depois de diversas vezes tentando fundar a seita, conheceu mestre Kanada, que detinha 18 preceitos, somando a 03 de Miki formaram a base da religião, que se desfez em 1936 por desentendimentos internos. 02 anos após, Miki morre. Toruchira Miki, filho de Tokoharu, em 1946, pegando os 21 preceitos, resolveu ressucitar a seita.

IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL – Mokiti Okada

Okada nasceu no Japão e hoje é chamado de Meishu-Sama (Senhor da Luz). Embora os messiânicos existirem a mais tempo, somente em 1947a IMM foi reconhecida e oficializada pelo governo japonês. De Messias tal seita não tem nada! Não há qualquer referência do Senhor Jesus Cristo, nem do Espírito Santo, nem de nada vezes nada. Quando falam de DEUS, se referem a Meishu-Sama.

SEICHO-NO-IE – Masaharu Tanigushi

Após ter escrito o livro “Crítica a DEUS”, onde Judas é o herói, Tanigushi, que nasceu em Kobe, no Japão, escreveu Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito), que com seu 1º número publicado em 1930, deu início a seita, afirmando ser Movimento de Iluminação da Humanidade. Afirmam que os ensinamentos de CRISTO na Judéia, Buda na Índia e o xintoísmo no Japão são manifestações do deus absoluto Amenominakanushi.

HARE KRISHNA – Krishna

Ramo do hinduísmo. No século I d.C., na Índia, o jovem Krishna, um condutor de carroças, declara-se encarnação do deus Brahma, até então um deus impessoal. Daí por diante, vários gurus dizem ser reencarnações de Krishna. Afirmam ser Krishna a “Suprema Personalidade de DEUS”. Atuam pelo mundo, principalmente junto aos jovens, induzindo-os a largar a família e a sociedade, ter seus nomes trocados por termos hindus e passar a morar em galpões junto a outros adeptos.

MENINOS DE DEUS – David Brandt Berg

Fundada em 1970 por Berg, um evangelista da Aliança Cristã e Missionária nos EUA. Ele se dizia ter recebido de DEUS uma missão diferente e em 1968 iniciou entre hippies e viciados o seu trabalho. Sexo livre, ignorância bíblica, uma religião que “vale tudo”. Seu slogan é “Todas as coisas são puras para os puros”.

MOON – IGREJA DA UNIFICAÇÃO – Sun Myung Moon

Fundada na Coréia em 1954 por Moon, um milionário que nasceu na Coréia do Norte em 1920, de pais Presbiterianos. Tem a família como argumento e explicam: Adão e Eva falharam por causa do pecado; CRISTO e Maria Madalena por causa da morte de CRISTO antes do casar; agora está sendo levantada por Moon e sua esposa. Com isso, passam “por cima” de CRISTO e todos os ensinamentos da Bíblia.
 
 
Nota: Certamente a lista está incompleta e com um resumo das que foram listadas. Mas é possível ter uma ideia do mundo confuso e amalucado no qual vivemos.
 
Enéias Teles Borges

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Perguntas intrigantes - I

Algumas perguntas que me fiz, quando jovem, são as mesmas que ouço hoje dos adolescentes que não temem perguntar:

Pai de Jesus

Não dizem que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo? Por que, então, dizem que existem Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo? Jesus é filho do Deus Pai ou do Deus Espírito Santo?

Amor de Deus Pai

Se Deus amou o mundo de tal maneira, por que enviou o filho? Não seria o caso de enviar a si mesmo?

Nota: Eu me recuso a colocar neste espaço as respostas absurdas que obtive. Sei que são as mesmas, direcionadas às perguntas dos jovens de hoje.

Enéias Teles Borges

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sem igreja, graças a Deus!

Entendi o que significa ser cristão no dia que resolvi não frequentar mais assiduamente nenhuma igreja. Respeito quem faz tal opção, mesmo porque já fui um deles. Mas quis a Vida que eu, talvez precocemente, percebesse que esta vida não é para mim.

Igreja, culto, reunião, comunidade, grupo alternativo, congregação... Estou cheio de tudo isso. Quando me convidam pra “pregar” ou ministrar alguma aula de teologia ou história da igreja vou com prazer, alegria e gratidão, e procuro fazer o melhor que posso. Mas, por favor, não me chame para fazer parte, nem me venha com aquela conversinha de que lá aonde você vai a coisa é diferente, o pregador é atualizado, moderninho, prega como se estivesse conversando informalmente, traz uma palavra bem diferente daquela tradicional. Não, por favor, mil vezes não!

É engraçado quando alguém me convida pra pregar ou lecionar! O fulano não resiste a tentação e faz aquela "bendita" pergunta: __de que igreja você é? Na hora, só pra deixá-lo feliz, eu dou uma resposta. Digo: __sou da igreja tal. Ou então respondo: __frequento, quando possível, o grupo tal. Mas hoje tomei uma decisão! Quando me fizerem tal pergunta, responderei pura e simplesmente a verdade: __não sou de lugar algum!

Aliás, farei questão de complementar: “__não faço parte de nenhuma igreja, comunidade, grupo ou o que quer que seja, porque entendo que ser cristão – que é o que eu sou – corresponde a não pertencer a nenhuma instituição religiosa."

Para mim, quem faz parte de uma igreja, paróquia, comunidade, grupo, encontro... não é mais ou menos cristão do que eu por causa disso.

Pra que serve a instituição religiosa? Pra várias coisas, dentre as quais:

- para sustentar seu líder, bispo, mentor, pastor, apóstolo, padre... pelo simples fato dele ter achado que Deus lhe escolheu para aquilo – há exceções, raras, mas há, pois há pastores que trabalham para colocar dinheiro dentro de casa;

- para fazer com que pessoas que conseguem reduzir sua vida com Cristo àquilo tudo, continuem praticando sua fé;

- para se afirmar como aquela que conseguiu encontrar o verdadeiro significado do Evangelho mais que qualquer outra instituição autodenominada cristã;

- para alimentar as esperanças e a fé de pessoas que ainda não perceberam que ser cristão significa ter comunhão sem ter de fazer parte de uma empresa com CNPJ, com nome fantasia de igreja;

- para manter aquela equivocada ideia de que Ceia se reduz a um ritual com um pedacinho de pão e a dois dedos de vinho – quando não é suco de uva. Ainda tem gente, inclusive, que briga por causa dessa bobagem – sendo que Ceia, de fato, era um grande banquete, mas que se tornou ritual quando não era interessante que os pobres participassem do banquete;

- para arrogantemente dizer ao ser humano o que ele pode ou não pode fazer;

- para ser, quando metida a liberalzinha, o refúgio daqueles que não mais se enquadraram num contexto muito conservador e moralista.

Cansei disso! Aos domingos à tarde quero ficar com minha família, quero ver futebol, quero ir ao cinema, quero ler um bom livro – com certeza muito melhor do que ter de me sacrificar ouvindo estes sermões deprimentes pregados por pastores tão exclusivistas e despreparados como os dos nossos dias –, quero ouvir uma música que eu goste, quero beber uma cerveja bem gelada, quero dormir e descansar suficientemente porque tenho de trabalhar na segunda-feira, quero amar minha esposa – entenda o que quiser com a palavra “amar” –, quero ir ao parque, quero ir à sorveteria, quero ouvir e contar piadas, quero fazer qualquer coisa que me seja saudável que não seja sentar a bunda numa cadeira de igreja para seguir aquele mesmíssimo ritual: cantar uns 40 minutos, colocar uma grana no envelopinho, ouvir os avisos – no meio ou no final – e ouvir uma “pregação” com a ilusão de que quem está falando por meio daquele sujeito é o Deus Criador dos Céus e da Terra.

Para mim, ser cristão é ser sem igreja, sem comunidade, sem paróquia, sem grupos, sem reuniões religiosas – ainda que com cara de grupo de cristãos desinstitucionalizados... Eu cansei dessa papagaiada! Há alguns que eu amo que ainda se encontram nessa vida de dependência, são meus amigos e sempre serão, e que se sentem bem – ainda que iludidos, na minha opinião – por deixarem de fazer tantas coisas boas que o Eterno deixou para fazermos, e preferem ir a um lugar no qual eles acreditam que Ele esteja falando com eles.

Gente! Ser cristão sem igreja, isso sim é ter liberdade em Cristo! É ter compromisso com o próximo sem ter de levantar bandeira religiosa alguma. Aliás, é entender que ser cristão não significa estar levantando uma bandeira da verdade, mas é apenas ter optado por uma dentre tantas bandeiras que se levantadas do modo certo, conseguem praticar o mesmo bem a todo e qualquer ser humano.

Para mim, se Jesus não tiver existido, a vida perde o sentido, contudo, para outros a existência histórica de Jesus não faz a menor diferença. Tal pessoa não é menos feliz que eu por causa disso. Aliás, ela até pode ter encontrado o real sentido da vida antes de mim, mesmo que nunca venha conhecer a mensagem de Jesus.

Portanto, se alguém me perguntar a partir de hoje: __Você é cristão? Eu responderei: __sim! E se então perguntar: Então de qual igreja você é? Eu responderei: __Graças a Deus, de nenhuma!


Nota: Eis um resumo do que muitos querem, mas não possuem coragem para fazer. Faço parte do grupo dos cansados. Daqueles que se cansaram da rotina de toda semana, de repetições enfadonhas, de liturgia sem nexo e de mensagens pífias...

Enéias Teles Borges